Aprendendo a pescar
por Sergio Buaiz
O líder não precisa de ninguém em especial. É como um pescador, que solta
as iscas no mar e espera por algum tempo. Ele quer saber se há peixes com fome
na região. Quanto mais imóvel fica a bóia, melhor, pois qualquer movimento
brusco espanta os peixes e acaba com a pescaria.
Se o tempo passa e os peixes não tomam a iniciativa, o que ele faz? Parte
para outro local e repete o processo, até encontrar um peixe guloso.
O pescador muda de lugar sempre que necessário. Daí, quando a bóia se mexe,
o que ele faz? Puxa! Fisga! É assim que funciona.
Se o peixe come a isca sem ficar preso, o pescador admite a derrota na
batalha e elogia: “que peixe esperto”! Por outro lado, quando é fisgado, o
pescador solta o anzol e o devolve ao mar, como se dissesse: “vê se aprende a
desviar das armadilhas, hein?!”
Assim como na pesca esportiva, o líder se diverte ensinando o maior número
de pessoas a escaparem das armadilhas. Afinal, cada peixe devolvido ao mar leva
a dor e a experiência do que aprendeu.
Neste negócio é a mesma coisa. O líder não perde o seu tempo procurando
ninguém. Ele deixa as iscas no caminho e espera que os interessados venham ao
seu encontro. Paciência e persistência garantem os resultados.
Sabemos que a melhor “isca” disponível fala de dinheiro, tempo e segurança.
Todas as pessoas têm fome de oportunidades e qualidade de vida. Por isso,
invariavelmente, encontramos um bom peixe.
Uma vez fisgado, o interessado sente a dor do anzol: desemprego, crise,
salário baixo, inflação, dívidas, estresse, chefe e hora extra. A dor incomoda e
o peixe pensa que vai morrer, mas o pescador já fez a sua parte. Agora, o peixe
é devolvido ao mar com uma ferida exposta e não morre, mas sofre até
cicatrizar.
Alguns peixes caem na mesma armadilha duas, três ou cinco vezes. Outros,
acabam morrendo de tanto sangrar. Entretanto, existem peixes que assimilam
rapidamente a experiência e mudam a forma de pensar. Uma vez curados, aprendem a
desviar dos obstáculos e a comer as iscas sem se ferir.
O líder faz o mesmo com seus prospectos: atrai, fisga, fere, ensina e
liberta.
Atrair é uma questão de probabilidade e postura. Se você joga a isca certa
e mantém a água parada pelo tempo necessário, uma, duas ou cinco vezes seguidas,
tem resultados. Quanto mais vezes repete o processo ao longo do tempo, mais
peixes de qualidade encontra.
Saber a hora de fisgar é 100% prática. No início, as pessoas têm
dificuldades em manter a água parada e tendem a puxar a linha muito cedo. Com
isso, perdem- se muitas chances e algum tempo para aprender.
Puxar a linha com muita força também é um risco, pois a linha se rompe e
você perde até o anzol.
O segredo, então, é manter-se atento para notar pequenas variações na água.
Quando isso acontece, basta puxar corretamente. Os peixes mordem a sua isca e
não têm como escapar. É simples, mas requer algum treino.
Ferir, por sua vez, é só uma figura simbólica. Significa que o líder não
poupa ninguém dos desafios e adversidades do caminho. Aliás, quem fere é o
anzol, e não o pescador. O papel do líder é lançar desafios e mexer com os brios
do aprendiz, para que ele comece a caminhar com as próprias pernas.
O líder sabe que a dor do crescimento é uma experiência necessária. Cair
diante de um obstáculo, muitas vezes, é o impulso que precisamos para nos
levantar e superar os nossos próprios limites. Por isso, quanto mais rápido
atravessamos essa fase, melhor.
Uma vez ferido, o aprendiz decide ouvir o líder. É a hora de ensinar,
através de todos os meios — materiais, eventos e exemplos — tudo o que é
necessário saber para desenvolver esse negócio.
A fase do ensino é a mais demorada, pois requer um acompanhamento
freqüente, por vários meses seguidos.
Somente quando o aprendiz está totalmente formado, com experiência
acumulada em todas as fases do negócio, ele se torna seguro. Até lá, o líder é
quem deve cuidar da organização e manter um olhar atento sobre o seu
grupo.
O papel do líder termina aí. Quando o aprendiz completa o ciclo, é a hora
de devolvê-lo ao mar, para que ambos possam voltar à pescaria. Isso sim é
duplicação.
Em quanto tempo acontece? Depende do líder e do aprendiz. Quanto mais cedo
o peixe aprende a escapar do anzol, mais cedo ele se liberta.
Uma vez curado das dores, o aprendiz começa a crescer com mais
tranqüilidade e consistência.
Aprendendo a pescar
por Sergio
BuaizO líder não precisa de ninguém em especial. É como um pescador,
que solta as iscas no mar e espera por algum tempo. Ele quer saber se há peixes
com fome na região. Quanto mais imóvel fica a bóia, melhor, pois qualquer
movimento brusco espanta os peixes e acaba com a pescaria.
Se o tempo
passa e os peixes não tomam a iniciativa, o que ele faz? Parte para outro local
e repete o processo, até encontrar um peixe guloso.
O pescador muda de
lugar sempre que necessário. Daí, quando a bóia se mexe, o que ele faz? Puxa!
Fisga! É assim que funciona.
Se o peixe come a isca sem ficar preso, o
pescador admite a derrota na batalha e elogia: “que peixe esperto”! Por outro
lado, quando é fisgado, o pescador solta o anzol e o devolve ao mar, como se
dissesse: “vê se aprende a desviar das armadilhas, hein?!”
Assim como na
pesca esportiva, o líder se diverte ensinando o maior número de pessoas a
escaparem das armadilhas. Afinal, cada peixe devolvido ao mar leva a dor e a
experiência do que aprendeu.
Neste negócio é a mesma coisa.
O líder não perde o seu tempo procurando ninguém. Ele deixa as iscas no caminho
e espera que os interessados venham ao seu encontro. Paciência e persistência
garantem os resultados.
Sabemos que a melhor “isca” disponível fala de
dinheiro, tempo e segurança. Todas as pessoas têm fome de oportunidades e
qualidade de vida. Por isso, invariavelmente, encontramos um bom peixe.
Uma vez fisgado, o interessado sente a dor do anzol: desemprego, crise,
salário baixo, inflação, dívidas, estresse, chefe e hora extra. A dor incomoda e
o peixe pensa que vai morrer, mas o pescador já fez a sua parte. Agora, o peixe
é devolvido ao mar com uma ferida exposta e não morre, mas sofre até cicatrizar.
Alguns peixes caem na mesma armadilha duas, três ou cinco vezes. Outros,
acabam morrendo de tanto sangrar. Entretanto, existem peixes que assimilam
rapidamente a experiência e mudam a forma de pensar. Uma vez curados, aprendem a
desviar dos obstáculos e a comer as iscas sem se ferir.
O líder faz o
mesmo com seus prospectos: atrai, fisga, fere, ensina e liberta.
Atrair
é uma questão de probabilidade e postura. Se você joga a isca certa e mantém a
água parada pelo tempo necessário, uma, duas ou cinco vezes seguidas, tem
resultados. Quanto mais vezes repete o processo ao longo do tempo, mais peixes
de qualidade encontra.
Saber a hora de fisgar é 100% prática. No início,
as pessoas têm dificuldades em manter a água parada e tendem a puxar a linha
muito cedo. Com isso, perdem- se muitas chances e algum tempo para aprender.
Puxar a linha com muita força também é um risco, pois a linha se rompe e
você perde até o anzol.
O segredo, então, é manter-se atento para notar
pequenas variações na água. Quando isso acontece, basta puxar corretamente. Os
peixes mordem a sua isca e não têm como escapar. É simples, mas requer algum
treino.
Ferir, por sua vez, é só uma figura simbólica. Significa que o
líder não poupa ninguém dos desafios e adversidades do caminho. Aliás, quem fere
é o anzol, e não o pescador. O papel do líder é lançar desafios e mexer com os
brios do aprendiz, para que ele comece a caminhar com as próprias pernas.
O líder sabe que a dor do crescimento é uma experiência necessária. Cair
diante de um obstáculo, muitas vezes, é o impulso que precisamos para nos
levantar e superar os nossos próprios limites. Por isso, quanto mais rápido
atravessamos essa fase, melhor.
Uma vez ferido, o aprendiz decide ouvir
o líder. É a hora de ensinar, através de todos os meios — materiais, eventos e
exemplos — tudo o que é necessário saber para desenvolver esse negócio.
A fase do ensino é a mais demorada, pois requer um acompanhamento
freqüente, por vários meses seguidos.
Somente quando o aprendiz está
totalmente formado, com experiência acumulada em todas as fases do negócio, ele
se torna seguro. Até lá, o líder é quem deve cuidar da organização e manter um
olhar atento sobre o seu grupo.
O papel do líder termina aí. Quando o
aprendiz completa o ciclo, é a hora de devolvê-lo ao mar, para que ambos possam
voltar à pescaria. Isso sim é duplicação.
Em quanto tempo acontece?
Depende do líder e do aprendiz. Quanto mais cedo o peixe aprende a escapar do
anzol, mais cedo ele se liberta.
Uma vez curado das dores, o aprendiz
começa a crescer com mais tranqüilidade e consistência.